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Disney prepara mudança histórica nos preços dos ingressos
A Disney confirmou oficialmente que está desenvolvendo um novo sistema de precificação dinâmica para ingressos do Walt Disney World e Disneyland. O anúncio foi feito pelo Diretor Financeiro (CFO), Hugh Johnston, durante o Wells Fargo Technology, Media and Telecom Summit, realizado em 19 de novembro de 2025.
O sistema deve seguir o modelo já testado com sucesso na Disneyland Paris, onde o preço de ingresso varia conforme a demanda — de forma parecida com o que já acontece em companhias aéreas, hotéis e outros serviços de viagem.
Segundo o CFO, a tecnologia já está em funcionamento na Europa e deve chegar aos parques dos EUA nos próximos anos.
O que é a “precificação dinâmica” da Disney?
A precificação dinâmica permite que o valor de um ingresso mude em tempo real com base em fatores como:
Demanda do dia
Histórico de ocupação
Projeções internas
Períodos de pico ou baixa
A diferença para outros setores é que a Disney promete manter faixas de preço claras e transparentes, sem variações imprevisíveis durante a compra.
O que aprendemos com a Disneyland Paris
A Disneyland Paris implementou o sistema em 2024 usando um modelo mais moderno e transparente. Os principais recursos incluem:
Janela de compra ampliada
- Possibilidade de comprar ingressos com até 18 meses de antecedência
- Antes, o limite era de 12 meses
Preço travado por 60 minutos
O valor exibido fica garantido por uma hora, evitando que o visitante veja um preço e, segundos depois, sofra aumento no checkout.
Faixa ampliada de valores
A Disney disponibiliza mais opções de preços, incentivando reservas antecipadas com tarifas mais baixas.
Flexibilidade
Os visitantes podem:
- Alterar datas
- Cancelar
- Receber reembolso integral até 3 dias antes da viagem
Essa combinação tem sido bem recebida na Europa — e é um dos motivos pelos quais o modelo está sendo preparado para os parques americanos.
Diferença entre preços dinâmicos e aumentos anuais
Com a chegada da precificação dinâmica, especialistas alertam que:
- Aumentos de preço podem ficar menos perceptíveis, já que os valores passam a oscilar por demanda
- Padrões de preço fixo por temporada podem deixar de existir
- Novos picos podem surgir — mas também novos períodos de economia
Ou seja: a Disney ganha flexibilidade… e o visitante pode ganhar oportunidades mais baratas em épocas de menor procura.
O que o CFO da Disney disse sobre o projeto
Hugh Johnston afirmou que:
“Estamos investindo em precificação dinâmica. Já está funcionando na Disneyland Paris e queremos otimizar completamente antes de levar aos parques dos EUA. Isso provavelmente não acontecerá neste ano, mas pode chegar nos anos subsequentes.”
Quem é Hugh Johnston e por que isso importa
Johnston ingressou na Disney em 2023 após longa carreira na Pepsi. É considerado um dos executivos mais estratégicos da empresa — e, por um tempo, até cotado como possível futuro CEO.
Em novembro de 2025, a Disney renovou seu contrato até 2029, elevando seus incentivos de longo prazo acima de US$ 16 milhões.
Ou seja: quando ele fala de futuros modelos de preço, Wall Street presta atenção.
Por que a Disney quer precificação dinâmica?
Segundo Johnston, a Disney está usando estratégias de gerenciamento de rendimento (yield management) em:
- Ingressos
- Alimentação e bebidas
- Mercadorias
- Lightning Lane
- Eventos especiais
O CFO citou o Lightning Lane Premier Pass como um exemplo de sucesso — um produto que gerou receita adicional sem depender de novas atrações.
A precificação dinâmica seria o próximo passo natural dentro dessa estratégia.
A Disney evita comparação com companhias aéreas
Embora muitos comparem o modelo ao de companhias aéreas, Johnston fez questão de se distanciar da ideia:
“Prefiro não pensar dessa forma. Mas sim, é semelhante — só que adaptado aos parques temáticos, sem comprometer a experiência do visitante.”
A Disney evita a comparação porque companhias aéreas enfrentam polêmica com “precificação individualizada”, onde valores mudam com base no comportamento do usuário — algo que a Disney afirma não pretender adotar.
A empresa reforça que a precificação será baseada em demanda geral, não em perfis individuais.
Histórico: a polêmica europeia
Há aproximadamente 10 anos, a Disneyland Paris foi investigada por diferenças de preços baseadas no país de origem do cliente.
Hoje, isso não acontece mais — e a Disney afirma que:
- Não haverá discriminação por usuário
- O sistema será baseado em projeções de demanda, como já ocorre nos hotéis
Quando a precificação dinâmica chega aos EUA?
Com base nos comentários do CFO e movimentações internas:
📌 Previsão mais provável
➡ Entre o fim de 2026 e o ano fiscal de 2027.
A adoção antecipada é possível se a empresa desejar acelerar a geração de receita, especialmente se não houver grandes lançamentos no período.
O que isso significa para você (visitante)?
Para quem planeja com antecedência
Boas notícias:
- Mais chances de achar preços realmente mais baixos
- Maior janela de compra
- Mais previsibilidade no orçamento
Para viagens em períodos de pico
- Preços podem subir de forma mais agressiva
- Feriados e verão tendem a ficar ainda mais caros
Para quem compra na última hora
- Risco maior de pegar tarifas mais altas
O planejamento vira, mais do que nunca, seu melhor amigo.
Como a TripByBibs te ajuda com isso
Com o novo sistema chegando, nós:
🎯 monitoramos previsões de preços
🎯 acompanhamos janelas de compra
🎯 sabemos quando surgem valores mais baixos
🎯 montamos estratégias de economia por data
🎯 indicamos quando comprar (e quando NÃO comprar)
🎯 ajudamos a evitar períodos que disparam preços dinâmicos
Para 2026 e 2027, isso será fundamental.
Quer entender como esse novo sistema vai impactar sua viagem?
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