Disney Celebra um Século de História no Desfile da Macy’s
Poucos eventos conseguem atravessar gerações mantendo a mesma capacidade de reunir famílias diante da televisão. O Desfile de Ação de Graças da Macy’s faz parte desse seleto grupo. Muito antes das redes sociais transformarem grandes acontecimentos em fenômenos instantâneos, milhões de americanos já reservavam a manhã da última quinta-feira de novembro para acompanhar os enormes balões cruzando o céu de Manhattan, em um ritual que anuncia oficialmente o início da temporada de festas nos Estados Unidos.
Em 2026, essa tradição alcança um marco histórico: a celebração dos 100 anos do desfile. E, como acontece há décadas, a Disney ocupa um dos papéis mais aguardados da programação, reafirmando uma parceria que ajudou a construir parte da identidade visual do evento e que transformou Mickey Mouse em um dos personagens mais emblemáticos da história do desfile.
A comemoração deste centenário ganhou um novo protagonista: o Balão do Mickey Aprendiz de Feiticeiro, inspirado na clássica versão do personagem apresentada em Fantasia. A estreia acontecerá durante a edição histórica do desfile, mas os fãs já tiveram um primeiro vislumbre da novidade durante o D23 Day, realizado no Disneyland Resort, na Califórnia.

Muito antes da Disney ter seus próprios desfiles
Embora hoje seja difícil imaginar o Desfile da Macy’s sem personagens da Disney, essa relação começou há quase um século.
O primeiro desfile aconteceu em 1924, inicialmente chamado The Macy’s Christmas Parade, organizado por funcionários da tradicional loja de departamentos para celebrar o início das compras de Natal. Naquela época, animais vivos do zoológico do Central Park faziam parte da apresentação, muito antes dos gigantescos balões de hélio se tornarem sua principal marca registrada.
A Disney entrou nessa história apenas dez anos depois, em 1934, quando Mickey Mouse ganhou sua primeira versão inflável e sobrevoou Nova York. Desde então, o personagem retornou diversas vezes em diferentes interpretações, acompanhando tanto a evolução tecnológica dos balões quanto a própria transformação do personagem ao longo das décadas.
Essa longevidade explica por que a Disney estará presente em aproximadamente 90 das 100 edições realizadas até hoje, uma participação que poucos parceiros conseguiram manter por tanto tempo.
Mais do que uma presença recorrente, Mickey tornou-se parte da memória afetiva do desfile. Para muitas famílias americanas, assistir ao personagem cruzando o céu de Manhattan significa que a temporada de Natal começou oficialmente.

O retorno do Mickey Aprendiz de Feiticeiro
Para uma edição tão simbólica, a Disney optou por uma versão igualmente icônica de seu personagem mais famoso.
Em vez do Mickey clássico de calções vermelhos, o escolhido foi o Mickey Aprendiz de Feiticeiro, eternizado no filme Fantasia (1940). A decisão não foi apenas estética.
Segundo Joseph Titizian, gerente sênior de comercialização de marca da Disney Consumer Products, essa versão representa melhor do que qualquer outra os valores que a empresa desejava celebrar neste centenário: imaginação, criatividade, otimismo e um senso permanente de encantamento.
O personagem também ocupa um lugar especial dentro do universo Disney contemporâneo. Mesmo quem nunca assistiu ao clássico de animação certamente já encontrou essa versão do Mickey em atrações e experiências dos parques, como o espetáculo Fantasmic!, um dos shows noturnos mais populares do Disney’s Hollywood Studios.
Além disso, o chapéu azul estrelado tornou-se um dos maiores símbolos visuais da própria Disney, estampando produtos, eventos e campanhas ao redor do mundo.

Uma obra de engenharia que poucas pessoas conhecem
Quem acompanha o desfile pela televisão costuma enxergar apenas alguns minutos de apresentação. O que raramente aparece nas transmissões é o enorme trabalho necessário para colocar um balão desse porte no ar.
Cada novo personagem passa por meses de desenvolvimento, envolvendo artistas, escultores, engenheiros, especialistas em materiais e equipes responsáveis pelos testes de estabilidade e segurança.
Os desenhos bidimensionais são transformados em esculturas tridimensionais antes da produção dos enormes moldes de tecido. Depois, cada detalhe é pintado manualmente, um processo que faz com que muitos desses balões sejam considerados verdadeiras obras de arte infláveis.
Will Coss, produtor executivo do Desfile da Macy’s, resume esse processo dizendo que existe “muita arte, muita ciência e muitos meses de preparação” antes que o público veja apenas alguns minutos de magia atravessando as ruas de Nova York.
Essa combinação entre engenharia e criatividade é justamente um dos fatores que transformou o desfile em um espetáculo único no mundo. Diferentemente dos carros alegóricos tradicionais encontrados em outros eventos, cada balão precisa manter estabilidade diante do vento, responder ao controle de dezenas de operadores e seguir normas extremamente rígidas de segurança.
Não por acaso, os testes costumam acontecer muito antes da estreia oficial.
Foi exatamente isso que ocorreu com o novo Mickey Aprendiz de Feiticeiro, inflado pela primeira vez no Downtown Disney District, em Anaheim, diante de fãs que acompanhavam as celebrações da D23.
Uma estreia que antecipou o clima de Natal
O evento realizado na Califórnia teve um significado maior do que simplesmente apresentar um novo balão. Na prática, ele funcionou como o início simbólico da temporada de festas para os fãs da Disney.
Durante todo o dia, visitantes puderam observar o enorme Mickey sendo inflado, participar de experiências fotográficas, receber brindes exclusivos e conferir de perto a nova coleção desenvolvida em parceria entre Disney e Macy’s.
A escolha da D23 para revelar o personagem também reforça outro aspecto interessante: o Mickey Aprendiz de Feiticeiro tornou-se uma espécie de embaixador da comunidade de fãs da Disney, representando tanto a herança da empresa quanto sua constante capacidade de despertar nostalgia em diferentes gerações.
Uma coleção que percorre um século de memórias
Para marcar o centenário, Disney e Macy’s lançaram uma coleção especial com mais de 100 produtos inspirados tanto na história do desfile quanto na evolução dos personagens Disney ao longo das décadas. A proposta vai além do tradicional merchandising de Natal.
As peças recuperam diferentes momentos da participação da Disney na parada, criando uma espécie de linha do tempo visual que mistura referências históricas com design contemporâneo.
Entre os itens estão pijamas, casacos, acessórios, conjuntos coordenados para famílias, mochilas da Loungefly, tiaras inspiradas no Mickey Aprendiz de Feiticeiro e diversos produtos colecionáveis que dialogam diretamente com o público apaixonado por Disney.
Esse tipo de coleção costuma despertar grande interesse justamente porque combina dois universos altamente nostálgicos: o Natal americano e a história da Disney.
Para colecionadores, lançamentos comemorativos ligados ao Desfile da Macy’s frequentemente tornam-se peças bastante procuradas nos anos seguintes, especialmente quando associados a aniversários históricos como este.



Por que esse desfile continua tão relevante?
Em uma época dominada por plataformas de streaming, vídeos curtos e consumo sob demanda, pode parecer surpreendente que um desfile criado há um século continue reunindo dezenas de milhões de espectadores todos os anos. Parte dessa resposta está na capacidade que o evento teve de evoluir sem perder sua essência.
Os balões gigantes continuam sendo sua principal atração, mas o desfile incorporou apresentações musicais, artistas da Broadway, celebridades, bandas marciais, grupos culturais e personagens que refletem diferentes momentos da cultura pop americana.
A Disney, naturalmente, acompanha essa evolução.
Cada novo balão funciona não apenas como uma homenagem aos personagens, mas também como uma demonstração da força duradoura de propriedades intelectuais capazes de atravessar gerações mantendo relevância cultural.
Poucas empresas conseguem afirmar que seu personagem mais famoso participa de um dos maiores eventos anuais dos Estados Unidos há mais de nove décadas.




O que esperar da edição histórica de 2026
A edição de número 100 promete reunir elementos tradicionais e diversas homenagens ao legado construído desde 1924.
O novo Balão do Mickey Aprendiz de Feiticeiro será um dos grandes destaques do percurso pelas ruas de Manhattan, reforçando uma parceria que praticamente acompanha toda a história moderna do desfile.
Para os fãs da Disney, a participação vai muito além de alguns minutos na televisão. Ela representa a continuidade de uma tradição compartilhada entre gerações, na qual personagens conhecidos dividem espaço com memórias familiares, celebrações de fim de ano e o entusiasmo característico que antecede o Natal.
Enquanto milhões de espectadores acompanham o desfile todos os anos, poucos percebem que, ao olhar para Mickey flutuando sobre os prédios de Nova York, estão testemunhando um capítulo de uma história iniciada há mais de 90 anos. Uma tradição que atravessou guerras, mudanças tecnológicas, transformações culturais e incontáveis gerações, mantendo intacta sua capacidade de despertar o mesmo sentimento que sempre definiu tanto a Disney quanto o próprio desfile: a alegria de celebrar juntos.
Muito além do desfile: uma das melhores épocas para visitar Nova York
Assistir ao Desfile de Ação de Graças da Macy’s também significa conhecer Nova York em um dos momentos mais emblemáticos do ano. O Thanksgiving marca a transição oficial para a temporada de Natal, quando a cidade ganha iluminação especial, vitrines elaboradas na Quinta Avenida, pistas de patinação no gelo, mercados natalinos e uma atmosfera difícil de encontrar em qualquer outra época. Nos dias que seguem o desfile, atrações como a árvore do Rockefeller Center, os espetáculos de fim de ano da Broadway e as tradicionais decorações da Fifth Avenue transformam Manhattan em um verdadeiro cartão-postal de inverno. Para quem sonha em viver o Natal americano, poucas viagens conseguem reunir tantos símbolos da cultura dos Estados Unidos em um único período.
Por ser um dos eventos mais populares do país, assistir ao desfile exige planejamento. Os melhores lugares ao longo do percurso costumam ser ocupados ainda durante a madrugada, e muitos nova-iorquinos chegam antes das seis da manhã para garantir uma boa vista. Quem prefere evitar as multidões pode acompanhar a inflação dos balões na véspera do desfile, quando os gigantes infláveis são preparados nas proximidades do Museu Americano de História Natural, uma experiência que permite observar de perto detalhes impossíveis de perceber durante a apresentação oficial. Reservar hospedagem com bastante antecedência, priorizar hotéis próximos às linhas de metrô e definir previamente o ponto onde pretende assistir à parada fazem toda a diferença, especialmente em uma edição histórica como a de 2026, que deve atrair um público ainda maior do que o habitual. Para muitos visitantes, o desfile acaba sendo apenas o início de alguns dos dias mais memoráveis que Nova York oferece ao longo do ano.

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